Arquitetos-DF — Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal

DIEESE: trabalho intermitente deixa metade dos contratados sem renda

09/09/2026

Gráfico de barras com a remuneração média mensal dos vínculos intermitentes por setor em 2025; o menor valor, R$ 504, é do grupo que inclui as atividades profissionais
Remuneração média mensal dos vínculos intermitentes durante a vigência dos contratos, por setor, 2025. Fonte: MTE, RAIS; elaboração DIEESE (Emprego em Pauta nº 33).

O contrato intermitente — o “contrato de zero hora”, criado pela Reforma Trabalhista de 2017 — deixa o trabalhador à disposição da empresa, sem receber, até ser chamado. O novo boletim Emprego em Pauta nº 33 do DIEESE, de setembro de 2026, mostra com dados da RAIS o que isso significou em 2025:

E os arquitetos?

O grupo de setores que inclui as atividades profissionais — onde estão os escritórios de arquitetura e de engenharia consultiva, ao lado de informação, comunicação, finanças e serviços administrativos — teve a pior média de todos: R$ 504 por mês ao longo do contrato, com remuneração abaixo do salário mínimo em 76% dos meses trabalhados.

O contrato intermitente é incompatível com o salário mínimo profissional da Lei 4.950-A/66 e com o piso da nossa convenção coletiva, que pressupõem jornada e remuneração previsíveis.

A PEC 12/2026

O boletim alerta que a PEC 12/2026, apresentada um dia depois da aprovação da PEC 221/19 (redução da jornada e fim da escala 6x1), tenta recriar o modelo com outro nome, sob o argumento de que o trabalhador escolheria a própria jornada. Para o DIEESE, os números mostram o contrário: o intermitente não entregou nem os empregos prometidos nem renda digna e previsível.

Fonte: DIEESE, Emprego em Pauta nº 33

#Trabalho #Direitos-Trabalhistas

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